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POLÍCIA CIENTÍFICA: Diretora do IML de Roraima representará a comissão da Região Norte sobre pessoas desaparecidas

A perita odontolegista Marcela Campelo foi escolhida para integrar o grupo nacional que vai unificar os procedimentos de busca e identificação no país
Foto: SECOM/RORAIMA

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Da: SECOM/RORAIMA

A diretora do IML (Instituto de Medicina Legal) da PCRR (Polícia Civil de Roraima), a perita odontolegista Marcela Campelo Pereira, foi escolhida para representar a Região Norte na comissão nacional que vai elaborar as novas diretrizes da Rede Integrada de Busca, Identificação e Localização de Pessoas Desaparecidas.

A comissão reúne especialistas das cinco regiões do país. Nos próximos seis meses, eles terão o desafio de estruturar procedimentos técnicos e operacionais e cruzar os bancos de dados estaduais para consolidar nacionalmente o funcionamento da rede.

Para Marcela Campelo, a participação de Roraima representa uma oportunidade estratégica para inserir a Região Norte no centro das discussões sobre políticas públicas de identificação humana.

“Essa construção é fundamental para fortalecer protocolos, integrar dados e estabelecer diretrizes nacionais mais eficientes, capazes de garantir respostas técnicas mais rápidas e humanizadas às famílias”, ressaltou.

O trabalho da comissão, segundo a perita, busca criar diretrizes nacionais capazes de organizar fluxos institucionais, fortalecer bancos de dados, integrar polícias científicas e ampliar a eficiência na resposta a casos de desaparecimento.

No ano passado, a perita já havia integrado o grupo de autores do livro da Rede PCI Conecta, lançado pelo CONDPC (Conselho Nacional de Dirigentes de Polícia Científica), que reúne análises e estratégias sobre a integração das polícias científicas brasileiras na identificação de pessoas desaparecidas.

“Nosso trabalho será desenvolver normativas e diretrizes nacionais que permitam a consolidação de uma rede verdadeiramente integrada, capaz de reduzir a fragmentação das informações, fortalecer a cooperação entre instituições e oferecer respostas mais rápidas, técnicas e humanizadas às famílias de pessoas desaparecidas”, destacou.

Para a delegada-geral da PCRR, Simone Arruda, a escolha representa o reconhecimento nacional da capacidade técnica da Instituição no campo pericial.

“Esse reconhecimento amplia a participação da Polícia Civil de Roraima em decisões estratégicas que poderão impactar diretamente a segurança pública, fortalecendo as investigações criminais e promovendo dignidade humana em todo o Brasil”, pontuou.