A Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, do Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, completa 10 anos de funcionamento como espaço de acolhimento e assistência a mulheres que precisam permanecer próximas dos filhos internados na UTIN (Unidade de Terapia Intensiva Neonatal). A comemoração ocorreu nesta sexta-feira, 15.

Anexa ao HMI, a unidade oferece suporte para mulheres em situação de vulnerabilidade, especialmente mães vindas do interior e de regiões mais distantes, garantindo estadia, acompanhamento multiprofissional e fortalecimento do vínculo materno durante a internação dos recém-nascidos.
A primeira-dama Franci Rodrigues participou da celebração e destacou o papel social desempenhado pelo espaço.

“A Casa da Gestante acolhe e dá toda assistência para essa mãe. A unidade recebe 20 mães e dá todo apoio para essas mães, profissional e psicológico. É uma casa de acolhimento, principalmente essas mães do interior, que não têm onde ficar”, afirmou.
O secretário Adjunto da Sesau, Manuel Roque, ressaltou que a unidade foi criada para atender mulheres que enfrentam dificuldades financeiras ou de deslocamento durante o período de internação dos filhos.
“É uma casa humanizada, acolhedora, que recebe essa mulher que está com seu filho internado, seja ele na UTI neonatal ou na unidade de cuidados intermediários. A importância dela é justamente essa: trazer segurança para que essa mãe possa estar próxima do seu filho em todo momento da internação”, ressaltou.
O diretor-geral do hospital, André Coelho, reforçou que o acolhimento da Casa da Gestante está diretamente ligado à política de humanização desenvolvida pela maternidade, especialmente por meio do Método Canguru.
“Aqui nós adotamos o método canguru, que traz muita humanização e é cientificamente comprovado que reduz o tempo de internação dos bebês e que realmente traz uma melhora na saúde dos RNs [recém-nascidos], reduzindo o tempo de ventilação, reduzindo chance de infecção e trazendo uma melhora no quadro global dos RNs”, explicou.
Entre as mulheres acolhidas pela unidade está Patrícia Raposo Galvão, moradora da comunidade Raposa I, em Normandia. Desde março, ela acompanha o filho prematuro internado após o nascimento com 30 semanas de gestação.
“Eu não sabia que existia essa casa aqui, uma enfermeira me transferiu pra cá. Eu agradeço por estar cuidando de mim, cuidando do meu filho, todos os dias me dá bastante força, todos os dias elas me acolhem”, contou.
Método Canguru
A UTIN do Hospital Materno Infantil adota o Método Canguru como estratégia para fortalecer o vínculo entre mães e bebês e reduzir possíveis sequelas em recém-nascidos prematuros ou de baixo peso.
A coordenadora do método na unidade, Márcia Sartor, explicou que a prática prevê contato pele a pele desde o nascimento e durante toda a internação, favorecendo a amamentação, estabilidade clínica e o desenvolvimento do bebê.
“O método prevê um contato pele a pele imediato logo após o nascimento e constante durante toda a internação. É esse contato físico, pele a pele, que vai promover o calor, o valor, a melhora da amamentação, estabilidade térmica, estabilidade hemodinâmica, mobilidade para esse recém-nascido”, explicou.
Celebrado nesta sexta-feira, 15, o Dia Internacional de Sensibilização do Método Canguru reforça a importância do cuidado humanizado aos recém-nascidos, especialmente prematuros e bebês de baixo peso.







