O Governo de Roraima, por meio da Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social) e da Seed (Secretaria de Educação e Desporto), certificou nesta sexta-feira, 30, 167 profissionais da alimentação escolar de 56 escolas estaduais de Boa Vista. A formação teve carga horária de 40 horas e abordou boas práticas de manipulação de alimentos, higiene e segurança alimentar.
O curso “Fortalecimento das Capacidades Técnicas dos Manipuladores de Alimentos” foi desenvolvido pela Caisan-RR (Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional de Roraima), em cooperação técnica com o DAE (Departamento de Alimentação do Educando), da Seed.
As aulas aconteceram nas próprias unidades de ensino de Boa Vista. Também foi realizado um encontro no auditório da Escola Estadual Ana Libória para os participantes que não puderam fazer o treinamento nas escolas.
A programação abordou conteúdos relacionados ao Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar), procedimentos operacionais padronizados, manuais de boas práticas, prevenção da contaminação cruzada e condições adequadas de higiene, preparo e armazenamento dos alimentos. A formação também apresentou orientações para a atualização dos conhecimentos técnicos dos profissionais e para a oferta de refeições seguras aos estudantes.
O secretário adjunto da Setrabes, Charles Bruno, destacou a integração entre as secretarias estaduais nas ações de segurança alimentar e nutricional no ambiente escolar.
“Esse evento trata do encerramento do curso de fortalecimento das capacidades técnicas, realizado com as profissionais da Secretaria de Educação. É também uma atividade intersetorial entre a Setrabes e a Seed, por meio da Caisan-RR. A secretaria está à disposição, com seu corpo técnico de nutricionistas e demais profissionais da área, para apoiar a comunidade escolar e os trabalhadores que atuam na alimentação escolar”, ressaltou.
A nutricionista Cínthia de Lima, da Caisan-RR, explicou que o curso teve o objetivo de atualizar os procedimentos adotados no preparo das refeições, conforme as diretrizes da alimentação escolar.
“Trabalhamos os procedimentos operacionais padronizados, os manuais de boas práticas e a segurança alimentar. Também fortalecemos os conhecimentos técnicos que as merendeiras já possuem e identificamos os ajustes necessários de acordo com as orientações do Pnae. O objetivo é que o trabalho nas cozinhas escolares seja seguro e repercuta no bem-estar dos alunos que consomem essa alimentação”, explicou.
Boa alimentação ajuda acolher estudantes
A secretária adjunta de Educação e Desporto, Georgia Briglia, ressaltou que a formação dos profissionais reflete não apenas na qualidade das refeições, mas também na relação estabelecida com os alunos.
“Quando a merendeira prepara uma alimentação de qualidade, com segurança e conhecimento técnico, isso deixa um legado na escola. Ela se aproxima do aluno e se torna aquela pessoa que também oferece acolhimento. Existem estudantes que chegam à escola esperando o momento da merenda e esse contato com as profissionais é importante para que se sintam acolhidos”, afirmou.
Para a merendeira Maria Cleudimar Araújo Leite, o curso foi uma oportunidade de atualizar conhecimentos e conhecer novas orientações para o trabalho diário nas cozinhas escolares. Ela destacou os aprendizados sobre prevenção da contaminação cruzada e as recomendações relacionadas aos alimentos industrializados.
“O curso foi muito produtivo porque, mesmo já tendo participado de outras formações, sempre precisamos nos atualizar sobre as normas, as leis e as maneiras de trabalhar. Aprendemos bastante sobre a contaminação cruzada e sobre os cuidados com os alimentos que não podem ficar próximos uns dos outros. Também foi importante conhecer as novas orientações sobre os alimentos industrializados e entender o que mudou na alimentação oferecida aos alunos”, relatou.
A Setrabes e a Seed planejam dar continuidade à cooperação, com novas formações para profissionais da alimentação escolar dos municípios do interior a partir de 2027.







