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Presença de poluentes no ar pode agravar problemas respiratórios, principalmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes
Foto: SECOM/RORAIMA

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Da: SECOM/RORAIMA

A presença de fumaça voltou a ser percebida em Boa Vista, e diante desse cenário, a Sesau (Secretaria de Saúde), reforça os cuidados necessários sobre os impactos da poluição atmosférica à saúde. De acordo com o Painel de Monitoramento de Focos de Queimada e Monitoramento Climático de Roraima, nos últimos 30 dias foram registrados 4.603 focos de queimadas em todo o Estado.

Bonfim lidera o levantamento, com 979 focos, seguido de Normandia, com 876, e Uiramutã, com 792. Também aparecem no monitoramento Pacaraima, com 582 focos, e Cantá, com 321.

Segundo a diretora de Vigilância Ambiental Estadual, Vanessa Barros, o aumento da fumaça está relacionado principalmente ao período de estiagem severa, às temperaturas elevadas e ao crescimento das queimadas e incêndios florestais, condições potencializadas pelo fenômeno El Niño.

“O Núcleo de Vigilância da Qualidade do Ar trabalha com o monitoramento ambiental, identificando onde estão ocorrendo as queimadas e quais municípios estão potencialmente expostos à fumaça. Também acompanha a concentração de poluentes atmosféricos e os impactos na saúde, verificando se há aumento de atendimentos, internações e agravos respiratórios e cardiovasculares na população”, explicou.

A exposição à fumaça pode provocar irritação nos olhos e na garganta, tosse, chiado no peito e dificuldade para respirar. Os efeitos exigem atenção especial entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com asma, bronquite ou outras doenças respiratórias, que são mais vulneráveis à poluição do ar.

“Entre as principais recomendações estão evitar atividades físicas ao ar livre nos períodos de maior concentração de fumaça, manter portas e janelas fechadas para reduzir a entrada de poluentes nos ambientes, manter uma boa hidratação e evitar a exposição prolongada ao ar livre”, orientou Vanessa.

Para quem precisa permanecer em ambientes externos, especialmente trabalhadores expostos à fumaça durante a jornada, a recomendação é utilizar máscaras com maior capacidade de filtragem, como as dos modelos PFF2 ou N95, que oferecem proteção contra partículas presentes no ar.

A diretora também reforça a importância de observar possíveis sintomas, como pessoas que apresentam tosse persistente, irritação nos olhos ou na garganta e chiado no peito devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Já em situações de falta de ar intensa ou dor no peito, a orientação é buscar atendimento de urgência.

Caso os sintomas persistam, a população deve procurar atendimento em uma UBS (Unidade Básica de Saúde), onde um profissional poderá avaliar o quadro e indicar o tratamento adequado.