PUBLICIDADE

ADOLESCÊNCIA PROTEGIDA: “Educar é Prevenir” chega à 68ª escola e fortalece conscientização de estudantes sobre o tráfico humano

Projeto alerta alunos dos ensinos fundamental e médio, por meio de palestras, roda de conversa, distribuição de materiais informativos e capacitação da comunidade escolar
Foto: Ascom/ALERR

Compartilhe:

Da: Ascom/ALERR

O tráfico humano é uma atividade criminosa que tem como finalidade a exploração de pessoas para fins sexuais, trabalho análogo à escravidão, remoção de órgãos e tecidos, além de adoção ilegal. Entre as principais vítimas estão crianças e adolescentes, que podem ser aliciados por meio de falsas promessas de melhoria de vida, como ofertas de emprego no exterior.

 

Como forma de alertar os jovens sobre esse tipo de crime, o Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), criou o projeto “Educar é Prevenir”, para alertar alunos dos ensinos fundamental e médio. Por meio de palestras, roda de conversa, distribuição de materiais informativos e capacitação da comunidade escolar, os envolvidos atuam como multiplicadores de informação e agentes de proteção.

Nesta sexta-feira (6), a equipe encerrou a programação do projeto na Escola Estadual Professora Coema Souto Maior Nogueira, a 68ª instituição de ensino que participa da iniciativa da ALERR. Zairon Duarte, de 15 anos, e aluno do 9° ano, deu seu depoimento sobre o assunto aos demais colegas. O rapaz acredita que o tema deve ser falado sem censura. Ele também frisou a importância de conscientizar a população estudantil, principalmente no ambiente virtual.

“Eu acho que as pessoas deveriam ter mais ciência sobre isso, porque acontece muito no mundo real e virtual. Existe muita gente má e, querendo ou não, coisas ruins sempre vão acontecer. Sou muito ativo nas redes sociais e nos jogos on-line. Sei de casos de amigos que receberam mensagens estranhas, eu também já recebi, e minha iniciativa foi denunciar”, relatou.

Essa é a primeira vez que a escola recebe o projeto. O vice-diretor, Marco Aurélio Sousa, comentou que se surpreendeu com a quantidade de casos referentes ao crime que ocorrem em Roraima. Para ele, esse tipo de ação tranquiliza a comunidade escolar, pois deixam os alunos em alerta e informados para identificar uma possível tentativa de crime.

“Percebemos que os alunos ficaram em silêncio e prestaram atenção ao que foi passado, pois é um assunto que interessa a eles. Eles já tinham uma certa noção sobre o tema. No entanto, as informações passadas pelos órgãos atuantes, ajudaram a clarear as dúvidas que eles tinham. Acho que essas palestras deveriam ser obrigatórias em toda a rede de ensino, tanto estadual quanto municipal”, sugeriu.

O conselheiro tutelar Kalleb Ribeiro também esteve presente no encerramento das atividades e falou sobre os sinais de alerta de abuso sexual. Segundo ele, a abordagem do tema nas escolas, além de fundamental para conscientizar crianças e adolescentes sobre a prevenção, não deve ser tratada como um tabu dentro de casa.

“Os pais, às vezes, pensam que isso é educação sexual e não é, isso é prevenção. É algo que realmente os alunos precisam entender e muitos pais criam um tabu para falar. Diversos adolescentes nunca ouviram falar e não sabem o que é porque a família nunca falou. Então, é preciso dialogar. Há alunos que já foram abusados e não sabem que isso foi um abuso. Por isso, essa fala precisa acontecer. A ignorância ajuda o agressor a ganhar e a gente precisa vencer essa luta”, destacou Ribeiro.

O coordenador do projeto, Glauber Batista, explicou que, desde o ano passado, o PDDHC passou a ampliar a participação de escolas do ensino fundamental no cronograma de atividades, considerando a necessidade de levar orientações também aos estudantes de faixas etárias mais baixas. Conforme ele, a participação dos alunos, das lideranças estudantis e dos professores capacitados ao longo da semana foi um dos destaques desta edição.

“Hoje eles foram muito participativos. Inclusive, os líderes, vice-líderes e professores que a gente capacitou durante a semana. Toda a escola está de parabéns. É muito bom quando a gente vê esse envolvimento em um projeto que trabalhamos desde 2017. Estamos alerta aos sinais e o meio mais eficaz dos aliciadores é, infelizmente, o celular, as redes sociais, e os aplicativos que não são ilegais de baixar, mas são ilegais no Brasil. Então, a gente conversa com eles e fala, principalmente, sobre os cuidados que eles têm que ter nessas abordagens e nas falsas promessas que existem”, pontuou.