A PCRR (Polícia Civil de Roraima) coletou material biológico de 20 pessoas presas para inserir novos perfis genéticos no banco de dados e contribuir para a identificação de autores de crimes. O procedimento foi realizado pelo LGF (Laboratório de Genética Forense), vinculado ao ICPDA (Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida), em parceria com a Sejuc (Secretaria da Justiça e da Cidadania).
A coleta foi realizada na terça-feira (20), e integra uma série de procedimentos previstos para alcançar toda a população carcerária. Os perfis genéticos podem contribuir para esclarecer investigações de diferentes tipos de crime, inclusive casos sem autoria identificada.
Segundo a chefe do ICPDA, a perita criminal oficial Érica Veras, a programação prevê a coleta de material biológico de outras 800 pessoas presas.
“A inserção desses perfis no Banco Nacional de Perfis Genéticos pode contribuir para esclarecer crimes antigos, casos de violência grave e crimes contra a dignidade sexual. O cruzamento de informações permite identificar possíveis autores mesmo quando ainda não há suspeitos definidos”, explicou.
A coleta segue as normas legais para obtenção, análise e armazenamento dos perfis genéticos, que podem ser inseridos na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, incluindo o Banco Nacional de Perfis Genéticos. Nos casos previstos em lei, o procedimento é obrigatório para pessoas condenadas.
A PCRR já reúne cerca de 600 perfis genéticos de pessoas condenadas. A comparação desses registros com vestígios biológicos encontrados em locais de crime pode contribuir para identificar suspeitos e esclarecer investigações sem autoria definida.







