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SETEMBRO VERDE: Governo de Roraima inicia programação para orientar profissionais sobre doação de órgãos

Ações ao longo de setembro abordarão identificação de potenciais doadores, morte encefálica e acolhimento de familiares
Foto: SECOM/RORAIMA

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Da: SECOM/RORAIMA

O Governo de Roraima, por meio da Sesau (Secretaria de Saúde), deu início nesta sexta-feira, 11, a  programação do Setembro Verde, mês dedicado à sensibilização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. As atividades serão voltadas a profissionais de saúde e acadêmicos dos cursos de Medicina e Enfermagem.

Pela manhã, a Pasta realizou uma palestra para os profissionais do HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento). As ações serão conduzidas pela CET-RR (Central de Transplantes de Roraima) até o dia 25, abordados temas relacionados à identificação e abordagem de potenciais doadores, morte encefálica, aspectos éticos e legais do processo, além do acolhimento e da comunicação com familiares.

“A doação de órgãos e tecidos conta com uma equipe multiprofissional de profissionais de saúde envolvidos nesse processo tão importante, mas também conta com o acolhimento que será dado para estas famílias, porque a forma de falar é tão importante quanto o que será falado. Então, tentar usar uma linguagem simples, ser transparente, dominar o assunto, ter sensibilidade, empatia e compaixão. Então, neste ano, o nosso foco é preparar estes profissionais da saúde para receber e acolher bem as famílias”, explicou a enfermeira  da CET, Márcia Alencar.

Criado pela Lei Federal nº 15.463/2014, o Setembro Verde busca chamar atenção da sociedade para a importância da doação de órgãos no país. Em Roraima, a CET-RR é responsável pela notificação e captação de potenciais doadores e acompanha os hospitais das redes pública e particular.

Além do HGR, a programação será levada para o HCSA (Hospital da Criança Santo Antônio), unidade de referência para atendimento infantil de responsabilidade do município de Boa Vista.

A importância de se declarar doador

Em casos de lesões neurológicas graves e irreversíveis, o paciente pode ser diagnosticado com morte encefálica e se tornar um potencial doador. Com a autorização da família, a CET-RR e as OPOS (Organizações de Procura de Órgãos) notificam o Sistema Nacional de Transplantes, que providencia a equipe responsável pela captação.

Os pacientes de Roraima que precisam de transplante são inseridos na fila única do SUS (Sistema Único de Saúde) e encaminhados, por meio do TFD (Tratamento Fora do Domicílio), para hospitais que realizam os procedimentos.

Por isso, a Central ressalta a importância de conversar com os familiares sobre o desejo de ser doador. No Brasil, a autorização da família é necessária para a doação após a morte.

“A campanha também dá a oportunidade de informar e esclarecer dúvidas e estimular, principalmente, o diálogo sobre doação de órgãos entre as famílias. Porque a nossa doação é consentida pela família. A sensibilização é fundamental, pois a doação pode representar uma nova oportunidade de vida para muitas pessoas que estão na fila de espera”, destacou Márcia.

Sobre a CET-RR

Em funcionamento desde 2014, a CET-RR integra o Sistema Nacional de Transplantes e mantém articulação com as demais centrais do país.

Como Roraima ainda não realiza cirurgias de transplantes, a unidade atua na identificação e captação de potenciais doadores, sempre mediante autorização dos familiares.

Após o consentimento, uma equipe cirúrgica de outro Estado vem a Roraima para realizar a captação no HGR. Os órgãos são então ofertados pela Central Nacional de Transplantes para pacientes compatíveis em qualquer Estado brasileiro.

As captações em Roraima começaram em 2018. Desde então, foram realizadas nove captações, sendo duas somente em 2026. O trabalho envolve profissionais de diferentes áreas, desde a identificação do potencial doador até o acolhimento e a orientação dos familiares.