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Denúncia do MPRR resulta na condenação de integrantes de organização criminosa ligada ao PCC em Caracaraí

Foto: Divulgação/Internet

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Da: ASCOM - MPRR

Denúncia do Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) resultou na condenação de cinco integrantes de uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que atuava no tráfico de drogas no município de Caracaraí.

A denúncia foi ajuizada em junho de 2025 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em conjunto com a Promotoria de Justiça de Caracaraí, após a Operação Fim de Dança, deflagrada em maio daquele ano pela Polícia Civil de Roraima e acompanhada pelo MPRR.

De acordo com as investigações, os envolvidos, R.A.X., T.S.J.I., C.R.S., G.L.S. e J.D.A.S., exerciam diferentes funções dentro da organização criminosa. As apurações identificaram lideranças responsáveis pelo abastecimento dos pontos de venda de drogas, integrantes encarregados da administração financeira da facção, gerentes das chamadas “lojinhas” de comercialização de entorpecentes e responsáveis pela manutenção de locais utilizados para ocultação e armazenamento das drogas.

Um dos principais elementos reunidos durante a investigação foi a descoberta de um local utilizado pela facção para armazenamento de entorpecentes, denominado pelos próprios integrantes como “cofre central”. O espaço funcionava em uma propriedade rural localizada na região do Projeto Cujubim, em Caracaraí, e era utilizado para guardar as drogas antes da distribuição aos pontos de venda.

As provas apresentadas pelo Ministério Público incluíram relatórios de inteligência, laudos periciais, extrações de dados de aparelhos celulares, registros de conversas entre integrantes da organização criminosa e vídeos produzidos pelos próprios investigados para controle e conferência do estoque de drogas armazenado no local. O material registrava a pesagem, contabilização e auditoria dos entorpecentes mantidos no chamado “cofre central”, evidenciando o grau de organização da estrutura criminosa.

Nas alegações finais, o Ministério Público sustentou que o conjunto probatório demonstrava a participação dos acusados nos crimes investigados, destacando a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e atuação voltada à prática do tráfico de drogas.

O coordenador do GAECO, Promotor de Justiça Joaquim Eduardo dos Santos, afirmou que o desfecho da primeira fase da Operação Fim de Dança reflete a importância da integração institucional.

“É o resultado de um trabalho técnico e conjunto entre o Ministério Público, as forças de segurança e o Judiciário. Nosso foco vai muito além de apreender drogas: o objetivo é desarticular e enfraquecer as organizações criminosas. Seguiremos trabalhando de forma integrada para garantir que o crime organizado não encontre espaço para se fortalecer em Roraima”, ressaltou.

 

Os acusados foram condenados pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico, conforme a participação de cada um no esquema criminoso. As penas aplicadas variam entre 8 e 9 anos de prisão, além do pagamento de multa.