REDE DE PROTEÇÃO: Polícia Civil reforça ações integradas de combate à violência contra a mulher em Roraima

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A Polícia Civil de Roraima iniciou uma série de ações preventivas e repressivas no enfrentamento à violência contra a mulher em todo o Estado, dentro da Operação Escudo Feminino 2026, lançada nesta segunda-feira, 23.

Coordenada pela Sesp (Secretaria de Segurança Pública), a operação mobiliza de forma integrada as forças de segurança, com foco na ampliação da proteção às vítimas, no fortalecimento da rede de atendimento e na responsabilização dos agressores.

Por meio da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), equipes irão atuar em diversos municípios com ações educativas, palestras e orientações sobre violência doméstica e familiar, além de ampliar o acesso da população aos serviços policiais.

A operação reúne a Polícia Civil, a PMRR (Polícia Militar de Roraima) e o CBMRR (Corpo de Bombeiros Militar de Roraima), consolidando uma estratégia que alia prevenção, repressão qualificada e atendimento humanizado às vítimas.

 

A operação ocorre simultaneamente na capital e no interior, com ações de fiscalização, patrulhamento e presença estratégica das forças de segurança.

 

O secretário da Sesp, Vinícius Souza, destacou a importância da atuação integrada, especialmente no interior do Estado.

“A integração entre as instituições é fundamental para ampliarmos a efetividade das ações. Estamos intensificando um trabalho preventivo, levando orientação e presença do Estado, principalmente aos municípios, onde muitas mulheres ainda enfrentam dificuldades de acesso aos serviços”, afirmou.

 

O delegado-geral da PCRR, Luciano Silvestre, ressaltou que a operação representa um avanço nas políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

 

“Estamos unindo as forças de segurança para atuar de forma coordenada no enfrentamento à violência, levando informação, acolhimento e garantindo que os agressores sejam responsabilizados”, destacou.

 

A delegada titular da Deam, Clarisse Pinheiro, explicou que as ações também alcançarão regiões mais afastadas, incluindo comunidades indígenas.

 

“Vamos atuar tanto nas sedes quanto em comunidades indígenas de municípios como Cantá, Mucajaí, Iracema, Caracaraí e Alto Alegre, ampliando o acesso à informação e aos serviços de proteção”, afirmou.

 

Além das atividades educativas, a Polícia Civil realizará atendimentos itinerantes, com registro de ocorrências e adoção de medidas legais no próprio local, facilitando o acesso das vítimas aos serviços.