O Grupo de Proteção e Vigilância Territorial Indígena (GPVTI) de Tabatinga, denunciou mais uma invasão e, desta vez, por turismo clandestino na terra indígena Raposa Serra do Sol, pessoas sem autorização das lideranças indígenas adentram a região. Tabatinga é o ponto de vigilância instalada na comunidade Tabatinga, na região Serra, município de Uiramutã.
A ação de monitoramento feita pelos próprios indígenas, iniciou por volta das 23 horas do dia 31 de agosto, conforme o relatório enviado ao Conselho Indígena de Roraima (CIR). No documento, consta que as pessoas estavam em cerca de 7 transportes tipo UTV (mistura de carro e quadriciclo), passaram na RR 171 com destino a Água Fria e Serra do Sol. Para chegar a esses locais tem que passar pelo posto de vigilância Tabatinga, e os turistas desviaram dessa abordagem e seguiram um trajeto clandestino.

Ainda segundo o relatório, no dia 02 de setembro, por volta das 14h o mesmo grupo de pessoas tentou furar o bloqueio do posto de vigilância, junto com o motorista do transporte escolar, que conforme o registro estava dando cobertura aos turistas. O mesmo pediu insistentemente ao coordenador do GPVTI, que permitisse a passagem das pessoas sentido Boa Vista. O pedido foi negado pelo coordenador, com isso o grupo retornou por onde adentraram.

O GPVTI, seguiu fazendo o monitoramento quando no dia 06, desconfiaram de um caminhão baú, e pediram que o motorista parasse e abrisse o baú onde foi encontrado um UTV transporte usado pelo grupo de pessoas. O veiculo foi removido do baú.

O coordenador do GPVTI, acionou as instituições Funai, Cir e Polícia Federal para investigar o caso, e conforme Junior Nicacio, assessor jurídico do Conselho Indígena de Roraima( CIR), a denúncia já foi protocolada na Funai e aguarda resposta.
Essa foi mais uma ação do GPVTI, que atua para coibir invasões e proteger o território. Uma ação que deveria ser do Estado Brasileiro, quando é garantido na Constituição não somente a demarcação, mas também a proteção das terras indígenas.






