A Escola Estadual Indígena Lino Augusto da Silva, localizada na comunidade indígena Campo Alegre, zona Rural de Boa Vista, foi selecionada para apresentar em Belém (PA) o projeto “Língua Macuxi na Mídia”, iniciativa que utiliza tecnologias digitais como ferramentas para fortalecer o ensino e a valorização da língua Macuxi.
A apresentação será nesta quinta-feira, 13, durante a programação Conectando Saberes: escuta, diagnóstico e promoção de competências digitais para crianças e adolescentes, etapa integrante da ação voltada ao Mapeamento Nacional de Iniciativas em Competências Digitais e Proteção On-line para Crianças e Adolescentes.
A escola será representada pelos professores Marcílio Curicaca Leal e Ranieri Leocádio da Silva Nascimento. Para o professor Marcílio, a utilização das tecnologias pode contribuir para aproximar os estudantes da língua Macuxi e criar novas formas de preservação e divulgação.

“O nosso projeto nasceu da ideia de usar a tecnologia a nosso favor para ampliar, registrar e, principalmente, revitalizar a língua Macuxi. Queremos fazer com que ela esteja cada vez mais presente, ativa e acessível também no mundo digital, aproximando os jovens da nossa língua e criando novas formas de uso, divulgação e aprendizado”, disse.
Desenvolvido com estudantes dos ensinos Fundamental e Médio, o projeto propõe aproximar o ensino da língua indígena do universo tecnológico dos jovens. A ideia é utilizar celulares, computadores e tablets para produzir pequenos conteúdos em língua Macuxi, envolvendo formatos como conversas, danças e outras produções audiovisuais que possam ser compartilhadas também nas redes sociais.

A proposta busca fazer com que os próprios estudantes assumam papel ativo na produção dos conteúdos e no processo de valorização da língua e da cultura de seu povo.
Tecnologia a serviço da língua
Um dos próximos passos do projeto é a criação de um estúdio dentro da escola, que será utilizado para edição e produção dos materiais. Os próprios alunos serão responsáveis pela produção dos conteúdos, ampliando as possibilidades de aprendizagem e protagonismo juvenil.
“Por meio de celulares, câmeras fotográficas e notebooks, os alunos poderão produzir conteúdo em língua Macuxi, como vídeos, registros e outras produções, que posteriormente serão divulgados nas redes sociais dos próprios estudantes e da escola”, acrescentou o professor.







