A mobilização em torno da situação da Universidade Estadual de Roraima ganhou espaço dentro das salas de aula. Nos últimos dias, docentes e estudantes passaram a visitar turmas para conversar com colegas e convidar para o ato público marcado para o dia 31 de maio, em Boa Vista, a partir das 9h, em frente à ALE-R (Assembleia Legislativa). Às 11h, será feita a entrega de uma carta aberta e de um relatório com informações sobre a universidade às autoridades e à imprensa.

O movimento tem percorrido pelo campus, explicando o cenário da universidade e chamar para a participação. A ideia é ampliar a presença da comunidade acadêmica no ato e fortalecer o debate.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Docentes da UERR, Francisco Rafael Leidens, a aproximação tem feito a diferença. “A gente optou por conversar diretamente com as pessoas, dentro das salas. É um convite aberto, para que cada um entenda o momento da universidade e possa decidir participar. Esse diálogo tem sido importante”, afirmou.
No curso de História, uma das turmas recebeu a visita durante a aula. Para a estudante do 2º semestre de História, Yasmin Quimas, o ato é necessário diante da realidade enfrentada pela comunidade acadêmica. “A universidade tem muitas carências, principalmente na estrutura. Faltam recursos tecnológicos, não temos restaurante universitário e há reformas que se arrastam há anos sem conclusão”, afirma.
Ela relata que os problemas ficaram ainda mais evidentes após o retorno das aulas presenciais. “Falta pessoal para limpeza, faltam computadores e a biblioteca é precária. Isso afeta diretamente o ensino, tanto para quem estuda quanto para quem dá aula. Por isso, é importante a mobilização e a participação no ato”, completa.
Entre professoras e professores, o convite também tem sido bem recebido. Muitos já confirmam presença no ato. A professora Maria José afirma que a participação é um gesto necessário neste momento.
“É importante estar presente. A universidade faz parte da vida de muita gente e precisa ser cuidada. Estar no ato é uma forma de mostrar que isso importa”, afirmou.
A mobilização também começa a reunir apoio de outras instituições e de docentes da Universidade Federal de Roraima, que acompanham o movimento e sinalizam interesse em somar ao ato.
A convocação é para estudantes, docentes, servidores e para quem acredita na educação pública. A avaliação dos organizadores é que a presença de diferentes vozes ajuda a dar mais visibilidade ao tema e a abrir espaço para soluções.







