Sensibilizar desde cedo para formar cidadãos mais conscientes em relação aos cuidados com a natureza. Essa é a proposta do trabalho educativo promovido pela Prefeitura de Boa Vista, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) e da Defesa Civil, em escolas indígenas e do campo.

A iniciativa faz parte de um cronograma que segue até o início de abril e busca alertar os estudantes sobre os riscos das queimadas, comuns neste período do ano, principalmente nessas regiões.
Nesta última quinta-feira, 19, a ação ocorreu na Escola Municipal de Tempo Integral José David Feitosa, localizada no P.A Nova Amazônia, área rural, reunindo cerca de 120 alunos (desde os de creche ao 6° ano), divididos em grupos, em uma tarde de aprendizado, interação e conscientização.
Aprendizado de forma lúdica
A atividade é conduzida por meio do “Livro da Natureza”, um material elaborado por técnicos ambientais da SEMMA que utiliza histórias, perguntas e dinâmicas para abordar, de forma acessível, temas como o uso do fogo, preservação ambiental e proteção da fauna local.

Durante a programação, os alunos participam de momentos interativos que reforçam o conteúdo apresentado, incluindo o grito coletivo “Floresta viva, fogo longe”, entoado em uma só voz pelas crianças como forma de fixar a mensagem de preservação.
Um dos pontos altos da atividade é a participação do mascote da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), o tamanduá Tatá, símbolo do lavrado roraimense. A aparição surpresa do personagem arranca sorrisos e empolga as crianças, tornando a experiência ainda mais marcante.

Além disso, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto a viatura da Defesa Civil e acompanhar demonstrações, como o acionamento do giroflex, aproximando ainda mais o trabalho das equipes com a realidade dos alunos.
Olhar atento das crianças
Quem participou aprovou a iniciativa. O estudante Davi Lucas, de 8 anos, destacou o aprendizado adquirido durante a atividade. “Gostei muito de conhecer o Tatá. Aprendi que as queimadas são perigosas e que é importante cuidar do meio ambiente e dos animais”, disse.
Já a aluna Katarina José, também de 8 anos, reforçou a relevância da conscientização. “Eu adorei a atividade e achei muito importante. Precisamos proteger o nosso planeta”, contou.
Realidade vivida de perto
A educadora ambiental da SEMMA, Lucimar Almeida, destacou que a proposta da ação vai além da sala de aula e dialoga diretamente com a realidade das comunidades, que convivem com os impactos das queimadas.

“A dinâmica busca aproximar as crianças desse tema de forma leve, fazendo com que elas se tornem amigas da natureza e levem esse aprendizado para a família. Aqui mesmo, recentemente, os moradores foram afetados por queimadas e os alunos sentiram de perto os efeitos da fumaça. Por isso, esse trabalho é tão importante, porque reforça o cuidado e a responsabilidade com o uso do fogo”, ressaltou.
Alunos como multiplicadores
Para o representante da Defesa Civil, Helicarlos Queiroz, o trabalho tem como foco principal formar multiplicadores de boas práticas dentro das próprias comunidades.
“A ideia é plantar essa sementinha desde cedo, para que essas crianças se tornem adultos mais responsáveis. Queremos que elas entendam a importância de cuidar do ambiente, evitar queimadas e levar esse conhecimento para dentro de casa. Elas recebem atividades para fazer com os pais, justamente para envolver toda a família nesse processo”, explicou.







