Com a chegada das férias de verão, período marcado por viagens, passeios ao ar livre e maior exposição ao sol, a atenção com a saúde deve fazer parte do planejamento. Ter um kit de primeiros socorros à mão pode fazer a diferença em situações simples, como pequenos cortes, quedas, picadas de insetos ou mal-estar repentino.

De acordo com o doutor em saúde coletiva e professor do curso de Enfermagem da Estácio, Claudio Vitorino, o kit deve conter itens básicos como curativos, gaze, antisséptico, termômetro, analgésicos ou antitérmico, medicamento para náusea, protetor solar e repelente. A recomendação é que os materiais estejam organizados, dentro do prazo de validade e adequados ao perfil de quem vai viajar, além de um cartão com contatos de emergência e alergias.

A enfermeira Josei Karly Motta, docente de Enfermagem da Estácio, reforça ainda que nessa relação também entram alguns itens menos lembrados, mas igualmente importantes. “Protetor labial, pomada para picadas de insetos, uma pequena lanterna, saco plástico para descarte, cópia da receita médica para medicamentos controlados e gel antisséptico para as mãos são detalhes que podem facilitar muito durante imprevistos”, afirma Josei.
Os especialistas alertam que a composição do kit pode variar conforme o destino e o grupo de viajantes. Além de prevenir complicações, o cuidado antecipado contribui para férias mais tranquilas e seguras. A orientação é evitar a automedicação e procurar atendimento profissional sempre que os sintomas persistirem ou se agravarem.

Quando se trata de viagem com criança ou idoso, a enfermeira frisa que a preparação do kit deve ser ainda mais cuidadosa. “É importante incluir medicamentos infantis, como analgésicos ou antitérmicos em gotas ou xarope, soro de reidratação oral, termômetro digital rápido, pomada para assaduras e fraldas extras no caso de bebês. No caso de idosos, o kit deve ter medicamentos de uso contínuo, acompanhados de receita médica, óculos ou lentes extras e meias de compressão para quem tem problemas circulatórios”, orienta.
A profissional alerta que devem ser levados apenas medicamentos que a pessoa usa e conhece para evitar automedicação inadequada. “Evite levar antibióticos ou corticoides sem prescrição médica, prefira analgésicos simples e antialérgicos comuns e verifique possíveis interações com outros remédios. Em caso de doenças crônicas, consulte seu médico antes da viagem”, finaliza.







